Tudo o que se passa em segredo
Numa praia à beira mar,
Sempre em noites de céu negro
Sem estrelas nem luar.
O cenário de um velho hotel,
Sem janelas para a rua,
Sinto-me à flor da pele,
Numa guerra sem quartel,
Quando te pões toda nua.
Ah se chego ao pé de ti
Deixo logo de pensar.
Ando em louco frenesi,
Só te quero devorar...
Ah se chego ao pé de ti
Do sofá à alcatifa,
O teu corpo vai e vem.
Fazes-me sentir califa
No nirvana de um harém.
Enrolada nos lençóis
Endoideces de prazer,
Arrancas-te os caracóis,
Dizes: "já não posso mais",
E não paras de gemer.
Ah se chego ao pé de ti
Deixo logo de pensar.
Ando em louco frenesi,
Só te quero devorar...
Ah se chego ao pé de ti
Com um gesto sedutor
Mergulhas vezes sem fim,
Gritas de desejo e dor,
Nada por ser melhor,
Queres ficar sempre assim.
Pões-me a cabeça a ferver,
Mais em brasa que um tição,
Chegas-me a fazer perder,
(isto assim não pode ser)
Toda a réstia de razão.
Ah se chego ao pé de ti
Deixo logo de pensar.
Ando em louco frenesi,
Só te quero devorar...
Ah se chego ao pé de ti
(Paulo Abrunhosa / Pedro Abrunhosa)
Pedro Abrunhosa - Voz; Maceo Parker - Sax Alto; Edgar Caramelo - Sax Tenor e Barítono; Laurent
Filipe - Trompete; Raul Marques - Trompete; Mário Barreiros - Guitarras; Quico - Programação,
Edição, Samplings e Teclados; Maria João Silveira - Voz