Música Moderna – século XX

    O século XX surgiu como a era das experiências, da procura de novas técnicas  e de novos caminhos para a arte em geral.

    Como o Romantismo explorou ao máximo as possibilidades tonais, o século XX trouxe para a  música mudanças em relação à  sonoridade, que resultaram da aplicação de novas técnicas de composição  e de instrumentos com sons  inovadores e tecnológicos. Neste contexto surgem assim os primeiros instrumentos electrónicos (guitarra eléctrica e sintetizador)  ligados, numa primeira fase, à música Pop e Rock e, numa segunda, a outros géneros musicais.

    Há uma maior tendência para valorizar as culturas  extra-europeias, mas, é de referir, que este factor foi impulsionado pela evolução  dos meios de comunicação. Outro facto importante, foi o aparecimento da gravação que  abriu um novo mundo para a produção musical.

    A procura de novas sonoridades fez com que alguns compositores explorassem  sons de variados objectos e utensílios para os transformar em instrumentos musicais. 

    Também os instrumentos convencionais são transformados e devidamente preparados de forma a alargar as suas possibilidades tímbricas e sonoras, pois, é importante saber que o timbre é talvez o parâmetro da música mais valorizado deste período.

    Houve então uma renovação na linguagem musical devido à procura de novos timbres, novas harmonias, novas melodias e novos ritmos assim como o aparecimento de  novos métodos de composição musical.

    Com a procura e o desenvolvimento de novos sons, a forma de composição musical foi progressivamente abandonando o uso das oito notas da escala. Com isto, deu-se a ausência da tonalidade definida, a que se chamou de atonalidade, e começaram a escrever-se obras a partir da utilização de uma série de 12 notas que consiste na técnica do dodecafonimo.