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VISITA
AO CAMPO DE CONCENTRAÇÂO DE BIRKENAU
Os
caminhos de ferro assumiam um papel preponderante no transporte das vítimas
para os campos de concentração. Quando os prisioneiros com destino a Birkenau
saíam do comboio, já estavão dentro do campo e a fuga era impossível. Pouco
antes da guerra acabar a Cruz Vermelha Suíça foi alertada para a existência
de vários campos de concentração nas imediações de Auschwitz. Como prova
documental foi enviada uma fotografia aéra e a única petição era no sentido
da destruição e eliminação das vias férreas que facilitavam o transporte
dos presos. A Cruz Vermelha parece nunca ter dado importância a este pedido e,
durante toda a guerra, apenas se deslocaram uma única vez a Auschwitz,
visitando apenas os blocos que os Nazis quiseram mostrar sem nunca terem falado
com prisioneiro algum.

1 - Entrada em Birkenau. O envidraçado superior do portão
corresponde à área habitada pelo homem que controlava o campo de concentração.
Dali, dado tratar-se de uma planície, tinha-se uma visão completa e abrangente
do campo.
2 - Logo a seguir à entrada do campo de Birkenau pode
observar-se uma infindável linha de caminho de ferro, pavilhões de ambos os
lados e ao fundo as árvores que serviam para esconder as chaminés dos fornos
crematórios.

3 - Em primeiro plano, a entrada para um abrigo subterrâneo
utilizado pelos Nazis para se defenderem dos ataque aéreos. Como forma de
impedir que os prisioneiros fugissem do campo de Birkenau, existia um fosso de
água com 2 metros de profundidade à volta do campo. Caso alguém o conseguisse
transpôr, teria de saltar a rede da vedação exterior, o que era impossível,
dado esta se encontrar electrificada, pelo que quem passe o fosso depois morria
electrocutado.
4 - Parte do que resta de uma das alas do campo de concentração
de Birkenau.
5 - Quando os Nazis pressentiram que a guerra estava perdida
e que brevemente o mundo descobriria as atrocidades por eles cometidas,
incendiaram os pavilhões do campo de concentração de Birkenau. Como estes
eram de madeira, não foi difícil o fogo atear e alastrar. O único contratempo
foi que estes factos passaram-se no mês de Janeiro, num país acentuadamente
frio e onde a neve é abundante nessa época, pelo que ainda restaram alguns
vestígios dos pavilhões.
6 - Cada 3 chaminés correspondem a um pavilhão que
albergava 600 prisioneiros.
7 - Interior de um dos pavilhões que restaram. Em cada nível
do beliche dormiam 8 pessoas, o que só era possível em virtude do peso médio
por adulto ser apenas de 30 Kg. Os prisioneiros tinham uma péssima e escassa
alimentação, pelo que sofriam de desinteria crónica. O esforço físico a que
eram sujeitos todos os dias era enorme: a maior parte deles fazia o percurso de
ida e volta a pé, para uma fábrica de borracha distante cerca de 13 Km,
debaixo de temperaturas que atingiam os 30 graus negativos e tinham que
trabalhar durante todo o dia. A hora de dormir era a mais esperada. Mas aqueles
mais castigados durante o dia não tinham força para subirem para a parte
superior dos beliches e passavam a noite a suportar a diarreia proveniente
daqueles que estavam por cima.
8 - Instalações sanitárias do campo de concentração de
Birkenau. Por cada 3 pavilhões (1800 prisioneiros) existia uma instalação
sanitária (W.C.) que não tinha uma afluência exagerada, pois o segundo e
terceiro pavilhões ficavam longe e, em função da desinteria crónica que
sofriam, não tinham tempo para chegar às instalações sanitárias. Os
excrementos humanos eram aproveitados por um grupo específico de prisioneiros,
que tinha a missão de recolher todos os excrementos para serem transformados em
gás. Vários judeus, antigos prisioneiros deste campo de Birkenau, que
resistiram à guerra e às torturas, tiveram a coragem de visitar este local
onde tinham sido escravizados. Um deles deu como explicação de ter sobrevivido
o facto de pertencer ao grupo de recolha de escrementos, pois nunca havia saído
para o exterior do campo para ir trabalhar para a fábrica de borracha.
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