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VISITA
AO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE AUSCHWITZ
A
visita começa ao campo de concentração de Auschwitz e, a cada facto horrível
que nos era contado ou a cada imagem que nos era mostrada, fazíamos uma cara
aterrada. A guia, uma polaca, por seu turno com uma expressão orgulhosa de quem
pertence a um povo que tantas vezes foi sacrificado e martirizado e conseguiu
resistir, lembrava-nos sempre que este campo não era dos piores e que guardássemos
o espanto para Birkenau (o seguinte a visitar).
1 - Portão de entrada para Auschwitz. As inscrições
colocadas na parte superior do portão, significam, em alemão «O TRABALHO
FAZ A LIBERDADE», o que não deixa de ser verdade: as pessoas efectivamente
morriam de excesso de trabalho e nessa perspectiva libertavam-se do sofrimento
imposto, em forma de fumo, uma vez cremadas.
2 - Este edifício tem a particularidade de ter as janelas
completamente tapadas por painéis de madeira. Trata-se do bloco onde eram
levadas a cabo as experiências médicas de que temos conhecimento,
nomeadamente: inseminações, vários tipos de experiências com gémeos, etc.
com vista ao apuramento de uma raça pura. As janelas estavam devidamente
tapadas, por forma a que de fora ninguém pudesse desconfiar do que se passava
no interior. Era ainda um modo de isolar e abafar, em parte, os gritos de horror
que de lá saíam.
3 - Edifício onde a GESTAPO fazia os interrogatórios,
nomeadamente para saber se os prisioneiros tinham conhecimento de mais famílias,
dos seus locais de origem e que supostamente deveriam estar nos campos. Era o
bloco das torturas, onde os prisioneiros que desobedecessem às regras eram castigados.
Foi igualmente neste bloco que se fizeram as primeiras experiências
de gaseamento em massa.
Os nazis experimentaram ainda outro tipo de morte: por asfixia.
Seria o método mais "simples", pois bastava vedar devidamente as minúsculas
celas onde encerravam os prisioneiros: a falta de renovação do ar fazia o
resto.
4 - Pátio de fuzilamento entre o bloco das experiências médicas
(à esquerda) e o das torturas (à direita). No fim do bloco das torturas
existia uma porta, por onde as vítimas saíam, completamente nuas, directamente
para este pátio. Os homens eram encarcerados na metade do edifício mais próxima
da porta e as mulheres ficavam na extremidade oposta, por forma a que, ao serem
conduzidas nuas para a porta da morte, tivessem que passar no sector masculino,
aumentando deste modo a sua humilhação.

5 - Pormenor de um local de castigo com cerca de 1 m², no
bloco da Gestapo. Aqui eram encarcerados durante uma noite quatro prisioneiros
que tivessem violado as regras. O «crime» mais comum era o de tentar roubar a
comida dos dentes do outro. Dada a exiguidade do espaço, os prisioneiros tinham
que dormir de pé, pelo que no dia seguinte não tinham forças para trabalhar e
eram, então, violentamente agredidos e espancados pelos guardas.
6 - Beliches de camaratas de prisioneiros em Auschwitz, onde
se pode ainda ver algo com semelhanças a um colchão.
7 - Formas de acomodação em Auschwitz.

8 - Chaminé do único centro de fornos crematórios
existente em Auschwitz. Os fornos são sempre subterrâneos e as chaminés
localizadas nas áreas limítrofes dos campos de concentração, rodeadas de árvores
para dissimular o fumo. O que os Nazis não conseguiam totalmente disfarçar era
o cheiro adocicado e enjoativo proveniente da cremação intensiva dos corpos
humanos, que se propagava pelos campos de concentração e pelas regiões
adjacentes.
9 - Fornos crematórios em Auschwitz. Hoje, na Polónia,
nestes e noutros locais de antigos martírios, é frequente verem-se os mesmos
cobertos de flores e velas, em homenagem às vítimas.
10 - Esta é a forca onde morreu, a olhar para o monstro que
dirigiu, o último homem (cérebro maquiavélico) que comandou o campo de
concentração de Auschwitz e concebeu todos os estratagemas para atrair as vítimas
e as formas mais eficazes de reciclar todos os seus bens. Esta forca está
estrategicamente colocada fora do campo, voltada para este e ao lado dos fornos
crematórios.

11 - Aspecto geral do campo de concentração de Auschwitz.
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