Cerâmica Artística

1ª Fase (1885-1889)

É uma fase profundamente naturalista onde a magia do poder criativo de Bordalo se conjuga com a tradição ceramista caldense, explorando o cómico, em verdadeiras obras de arte e de humor. A exploração da tendência da cerâmica caldense para o grotesco, em peças de crítica social, e a utilização de modelos de olaria tradicionais - bilha, canjirão, cântaro, moringue e pichel - , decorados com motivos inspirados na fauna e flora locais, são as grandes linhas de força deste período.

Graças a experiências anteriores, e com mestres de oficina de reconhecida arte e competência, inclusivé técnicos recrutados no estrangeiro (C. Von Bonhorst, K. Hollof e Emille Possoz), não foi difícil a Bordalo levar este sector a fazer maravilhas. Este sector fabril compunha-se de 3 fornos para cozimento da faiança artística, um forno para calcinação do chumbo, moinhos para vidros e tintas, muflas de ensaios, bancadas e mesas de trabalho.

Apesar das constantes encomendas e dos elogios rasgados da imprensa, a Fábrica em 1886 já se encontrava a braços com uma grave crise financeira e sobrevivia numa situação de permanente falência latente. Um problema temporariamente resolvido pelo Ministro das Obras Públicas que, numa visita às instalações da Fábrica, promete um subsídio anual em troca do ensino profissional da especialidade a 150 alunos na Escola Industrial D. Leonor das Caldas da Rainha - primeiro Curso de Formação Profissional em Portugal. A articulação da indústria com o ensino é um claro indício da influência do movimento Arts and Crafts.

· 2ª Fase

· 3ª Fase

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