Columbano Bordalo Pinheiro

(21.11.1857 - 6.11.1929)

Triunfou como o mais extraordinário pintor português dos fins do séc. XIX encabeçando a geração que renovou as artes plásticas na perspectiva da corrente naturalista. Aos 14 anos começou a frequentar o curso de desenho e de pintura histórica da Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde foi discípulo do escultor Simões de Almeida e do Mestre Ângelo Lupi. Em 1881 obteve uma bolsa de estudo e parte para Paris, onde aprendeu com pintores como Manet, Degas, Coubert, Deschamps, entre outros. Um ano mais tarde surpreende o júri do "Salon" com o seu quadro "Soirée chez lui", actualmente exposto no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa sob o título "Concerto de Amadores".

Regressa triunfante a Portugal onde se veio a juntar ao "Grupo do Leão". Columbano concorreu ao "Salon" de Paris (1890), à Exposição Universal de Berlim (1891), de Dresde e à Universal de Paris (1900), onde obteve a medalha de ouro. Em contínua actividade artística conseguiu resultados maravilhosos no domínio da pintura de decoração. São dele, entre outras obras, as pinturas da sala de recepção do Palácio de Belém e dos aposentos da rainha D. Amélia, no Palácio das Necessidades, os painéis da Sala dos Passos Perdidos da Assembleia da República e as figuras da cúpula da escadaria da Câmara Municipal de Lisboa e do tecto do Teatro Nacional.

Em 1903 ocupou o lugar de professor de pintura histórica na Academia de Belas-Artes de Lisboa, tendo lhe sido confiada a direcção, em 1911, do recém-criado Museu de Arte Contemporânea onde se manteve até ser atingido pela lei do limite de idade.

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