António Maria Fontes Pereira de Melo

(1819 - 1887)

Chefe do partido regenerador, presidente do Conselho de Ministros e governante de várias pastas ministeriais dominou a cena política portuguesa durante a 2ª metade do séc. XIX. Foi ministro da Marinha e do Ultramar, da Fazenda, do Reino e da Guerra e das Obras Públicas, onde se destacou pela sua política de melhoramentos nomeadamente das comunicações rodoviárias e ferroviárias. Criou o ensino industrial e organizou o ensino agrícola.

Para Rafael, o político António Maria, era um obstáculo ao desenvolvimento e difusão dos novos ideais republicanos e o principal responsável pelo deficit financeiro, agravado pelo recurso a empréstimos para sustentar a obra de melhoramentos materiais. No entanto, a segurança e firmeza com que Fontes Pereira de Melo defendia as suas convicções políticas tornavam-no imune às críticas mais violentas e após "seis annos de trabalho assíduo e quasi que exclusivamente consagrado à história polítca do olympico Sr. Fontes" Rafael abandona o António Maria a 21 de Janeiro de 1885.

"Variamos infinitamente esta calamidade pública, este vampiro do paiz e esgotámos o repertório sem melhor resultado e deixando as cousas no mesmo pé em que viemos encontral-as: elle mandando sempre e V.V.Sª obedecendo sem réplica".

Bordalo Pinheiro teve veleidades de o abater pelo ridículo e pela gargalhada solta mas nunca desceu à crítica caluniosa, apesar de sempre ajudar à festa como na Lusa Bambochata - poema triste em verso alegre.

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