Grupo do Leão
(1880-89)
António Ramalho, João Vaz, José Malhoa, Silva Porto, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro, entre outros, intensificam o movimento de renovação necessário para a eclosão de uma nova arte em Portugal - naturalismo - não mais submissa à sua representação académica, em benefício da criação de uma identidade e alma verdadeiramente portuguesas. O grupo reunia-se no Café Leão de Ouro da Rua do Príncipe (hoje 1º de Dezembro) iniciando um ciclo de exposições anuais conjuntas a partir de 1881, as 4 primeiras sobre quadros modernos e as outras de arte moderna. A 1ª exposição (1881) teve lugar numa pequena sala da Sociedade de Geografia no 2º andar da Rua do Alecrim, minúscula para albergar o rugido e o génio do Leão, as seguintes realizaram-se nas salas do jornal "Comércio de Portugal", na Rua Ivens. Em 1889, e depois de uma vida harmoniosa e sem intrigas, o grupo dissolveu-se dando lugar ao Grémio Artístico. Da fusão entre a Promotora e o Grémio Artístico nasce, em 1901, a Sociedade Nacional de belas-Artes.
- "Rafael Bordalo Pinheiro na sociedade do seu tempo", Drª. Irisalva Moita
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