Manuel Maria Bordalo Pinheiro

(28.11.1815 - 31.1.1880)

Primeiro oficial de secretaria da Câmara dos Pares e sócio de mérito da Academia Real de Belas Artes, evidencia-se no séc. XIX como um dos mais curiosos representantes da arte romântica em Portugal deixando um número apreciável de telas e pinturas de feição holandesa e de estilo flamengo, para além de pequenos quadros histórico-anedóticos. É extraordinário o número de quadros, dos quais alguns foram premiados em diversas exposições no estrangeiro. Talvez o seu maior contributo resida no esforço empreendido no renascimento da gravura em madeira, arte que estava esquecida entre nós.

Apareceram obras poéticas e jornais literários ilustrados sob a sua direcção, tais como o semanário A Época e o primeiro Jornal de Belas Artes e colaborou com Alexandre Herculano na fundação do Panorama. Além das ilustrações e desenhos dispersos, durante muito tempo desenhou os trajes e figurinos para o Teatro de S. Carlos e D. Maria e traduziu algumas peças entre elas O Duende, que obteve grande êxito.

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