Museu Rafael Bordalo Pinheiro
Museu biográfico, dedicado à vida e obra de Rafael Bordalo Pinheiro, que teve na sua origem a recolha interessada e metódica da obra bordaliana pelo poeta Artur Ernesto de Santa Cruz Magalhães. Assim, quando em 1913 mandou construir a sua moradia (prémio Valmor em 1914) no cimo do Campo Grande, cujo projecto confiou ao arquitecto Álvaro Machado, nela fez reservar 3 salas do 1º andar para a colecção que os amigos começavam a classificar de museu. Formou-se, desde logo, o grupo "Amigos e Defensores do Museu" entre admiradores de Rafael Bordalo Pinheiro e amigos de Santa Cruz Magalhães.
A escritura de doação da casa e do seu recheio à cidade de Lisboa foi assinada em 2 de Julho de 1924, ficando a inauguração oficial para 26 de Julho, e a reabertura definitiva adiada até 1926 devido a obras de remodelação e elaboração do catálogo. O crescimento e diversificação das colecções de origem, com destaque para as doações de Helena e Manuel Gustavo, filhos do artista, obrigaram a uma reorganização da exposição. No 1º andar ficou exposta toda a obra artística e gráfica, incluindo uma sala dedicada à produção realizada no Brasil, e no rés-do-chão foi instalada a colecção de cerâmica.
"Museu Rafael Bordalo Pinheiro", Drª Ana Cristina Leite.
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