A Máquina

A máquina Vilhena é um sistema de produção quase industrial. É uma máquina eficaz e bem oleada com improviso pontual. Os livros que publicou até 74 tinham vocação de revista: como elas, tinham periodicidade mensal. Vilhena comprometia-se no final de cada livro a publicar um volume por mês. Eram um objecto de consumo com regras de produção industrial. A sua venda era feita em quiosques, jornaleiros e tabacarias, pois não tinha "dignidade" para entrar em livrarias. A sua faceta industrial está também presente na padronização e estandartização do produto: os livros têm sempre a mesma temática, o mesmo formato, capa e contracapa ilustadas a quatro cores. Aliás, "Vilhena", mais do que um autor concreto, é uma marca, um estilo, uma temática, um objecto reconhecível produzido em série.

O modo de produção leva a classificar a obra de Vilhena como literatura de massas ou cultura de massas, termo que no entanto, tem uma carga conformista, o oposto das suas obras que eram uma sátira e crítica de costumes.

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