A Sátira

A sátira, mistura de géneros com um fim violento, é considerada uma "poesia de mão esquerda". É um género iconoclasta, que distorce os outros géneros literários e, de certa forma os perverte. É uma destruição, uma realidade negativa. Contudo, não se trata de um género menor, apesar de ser nocivo. É apenas diferente.

Nos livros, a sátira de Vilhena é violenta, mas subtil, censura oblige. Dirige-se mais à sociedade em geral, à censura, um pouco à política, à miséria portuguesa, tanto monetária como espiritual. Nas revistas, ela assume um carácter mais directo, ganha em violência e em explicitação, perdendo um pouco a subtileza que se distingue nos livros. O seu carácter é muito mais pessoal e os ataques directos a pessoas reais e concretas abundam, especialmente nas fotomontagens da Gaiola Aberta ou nas ilustrações das outras revistas.

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