A Solidão

Toda a obra de José Vilhena é um "one man show". Desde os primeiros livros, todas as fases de produção até à tipografia e à distribuição, são exclusivamente realizadas e controladas por ele. À excepção de uma dactilógrafa e de alguns auxiliares rotativos, Vilhena sempre fez tudo sozinho. Esse feroz individualismo resulta também de condicionantes económicas. Não ter despesas de pessoal é uma das razões que apresenta para a longevidade das revistas. Assim sendo, não deixa de ser impressionante como a máquina Vilhena consegue manter a sua periodicidade mensal desde há tantos anos: os livros eram mensais, como as revistas também o são.

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