Portinari
Cândido Torquato Portinari é considerado o maior e mais universal pintor brasileiro.
Portinari nasceu em Brodósqui, São Paulo, em 1903. Em 1918 parte para o Rio de Janeiro, onde inicia o curso livre de pintura na Escola de Belas Artes. Dez anos mais tarde, com 25 anos, recebe um prémio de viagem ao estrangeiro, o que lhe permitiu conhecer a Europa, onde viveu durante dois anos (Paris), e entrar em contacto com diversas correntes artísticas e pintores. Esta experiência enriquece-o bastante, dizendo-se mesmo que Portinari vai para a Europa académico (o academismo dominava no Brasil) e volta moderno.
A temática recorrente da sua obra são os trabalhadores, as suas vidas e o seu trabalho, os dramas sociais, a miséria da terra brasileira, os morros brasileiros, ou seja, o povo e a sua luta diária pela sobrevivência.
A sua obra caracteriza-se por um realismo quase monumental na forma como ele representa o homem trabalhador, com pés, mãos e braços exageradamente volumosos. Contudo, depois de passar por uma fase expressionista, na representação da guerra, acaba com uma expressão mais lírica e menos combativa.
Além do trabalho de cavalete, Portinari desenvolveu também a pintura mural, claramente influenciado pelo muralismo mexicano.
Da sua vasta obra destacam-se: O Café (tela-1934); O Menino Morto e Enterro na Rede da série Emigrantes (telas); A Primeira Missa no Brasil (painel-1947); Tiradentes (painel-1947); Via Crucis (painel-1953); e Guerra e Paz (painel-1954-1956).
Portinari fez exposições em todo o mundo, constituíndo uma referência muito importante a nível mundial. Esteve em Portugal o seu quadro O Café, no pavilhão brasileiro da Exposição do Mundo Português, tendo marcado a forte influência de Portinari nos pintores neo-realistas portugueses.
Portinari morreu em 1962, no Rio de Janeiro.
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