Ambiguidades e Tensões na obra de Cutileiro

João Cutileiro sempre cultivou a isenção total às ideias impostas e pré-concebidas em relação à arte e, mais especificamente, à escultura. A sua abertura e experimentalismo, levaram-no a ser ousado e inovador na criação e exploração de novos campos de significado.

Ambiguidade e tensão são os atributos que melhor caracterizam a sua escultura, uma escultura que não pode, por isso, ser demasiadamente teorizada: não só porque ao teorizar estamos a sair da intenção dessa escultura como também porque nunca seríamos capazes de a captar totalmente, uma vez que a sua abertura e irreverência fazem com que ela gere significados para além de si própria.

As ambiguidades e tensões da obra de Cutileiro (responsáveis por amores perdidos e ódios profundos) são:

ESTRUTURA versus IMAGEM

VERDADE PARA COM A NATUREZA versus MONTAGEM TÉCNICA

PERFEIÇÃO DA PARTE versus IMPERFEIÇÃO DO TODO

VIOLÊNCIA DO QUEBRAR, SEPARAR A FIGURA versus DOÇURA DOS SEUS ACABAMENTOS LISOS E POLIDOS

FORMA ORGÂNICA versus CONSTRUÇÃO MECÂNICA

VIDA DAS FIGURAS versus BRUTEZA DA PEDRA

[ CITI ]