Constantin Brancusi

(1876-1957)

Escultor de nacionalidade romena, Brancusi chegou a Paris em 1904, onde redescobriu a escultura primitiva e uma forma mais táctil do que visual de abordar a sua arte. Brancusi privilegiou a simplicidade formal e a coerência à expressividade das figuras. Para ele um monumento definia-se como laje vertical, simétrica e imóvel, marca permanente, forma que o escultor altera o menos possível. Em "O Beijo", uma das suas esculturas mais famosas, os dois amantes abraçados só se distinguem o suficiente para serem identificáveis, como indivíduos diferentes. O contraste entre "O Beijo" de Brancusi e "O Beijo" de Rodin, reflecte a evolução que os preceitos formais deixados por este último foram tomando, com o passar do tempo.

O primitivismo de Brancusi foi o ponto de partida de uma tradição escultórica que se mantém viva sobretudo em escultores ingleses, como Henry Moore, que muito influenciaram João Cutileiro. Essa influência ocorre não só por razões estéticas mas também por razões relacionadas com a sua própria vida e a sua estada em Inglaterra. Assim, Cutileiro admite haver na sua escultura uma influência directa de Brancusi (sobretudo da força, vitalidade e honestidade pura que caracterizam as obras deste escultor). Quanto a Moore, o que mais impressiona Cutileiro é o lado funerário da sua escultura.

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