Classicismo na Escultura
O estilo clássico na escultura caracterizou-se por um trabalho das formas, de modo a constituirem imitações perfeitas e engrandecedoras dos modelos naturais e dos ideais do "Belo , Bom e Verdadeiro" que orientavam todo o pensamento. Feitas para adoração e contemplação, as esculturas (à semelhança das pinturas) perpetuavam os grandes ideais, os grandes homens, os grandes valores. Dominava, então, a infusão de poderes mágicos e eternos nas figuras esculpidas, a imitação rigorosa da perfeição.
Esta escultura figurativa, de sentido definido e fixo, foi-nos sendo transmitida como documentação da história e das suas "verdades inabaláveis". Durante o Estado Novo, este foi o tipo de escultura autorizada e incentivada, sendo que todo o experimentalismo era proibido. Entre nós o bronze era o material mais trabalhado e a sua superioridade em relação à pedra ficou a dever-se a razões económicas: é que a pedra requeria muito mais mão de obra para ser trabalhada, numa altura em que a mão de obra estava a encarecer.
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