Orpheu

Nome da primeira revista portuguesa inteiramente consagrada ao Futurismo, de que só saíram dois números, em 1915, e em que participaram os maiores adeptos desta sub-corrente: Mário de Sá Carneiro (1890-1916), Augusto de Santa-Rita (1889-1918), Fernando Pessoa (1888-1935), Amadeo de Souza Cardoso (1887-1918) e o próprio Almada Negreiros.

Os dois números publicados dedicavam-se, em parte, a invectivar o burguês, escandalizando e agitando os meios literários portugueses que ainda cultivavam o Romantismo, corrente já sobejamente ultrapassada no resto da Europa.

O suicídio de Sá-Carneiro, em Abril de 1916, foi determinante para a suspensão da revista, mas a "Geração de Orpheu" continuou a estar presente e activa noutras revistas como "Exílio" (1916), "Centauro" (1916), "Portugal Futurista"(1917) e, mais tarde, "Contemporânea" (1922-1926).

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