Surrealismo

Apesar de estar ainda muito afastado da corrente surrealista, Almada antecipa-se... As suas sobreposições de imagens fictícias e oníricas revelam já uma arte que procura os mais recônditos lugares do inconsciente humano.

A confusão de imagens desprovidas de realidade e completamente sonhadas, pode encontrar-se num dos capítulos de "A Engomadeira", onde as chaves se multiplicam por todos os cantos de um quarto: «A certa altura ela tinha saído do quarto, dei c'os olhos numa caixa de lata relativamente pequena e relativamente pintada de verde-escuro com letras brancas escrevendo chaves. Abri a caixa e qual é o meu espanto quando a vejo a ela, sentada lá dentro a gritar envergonhada para que eu lhe fechasse a porta. Bom, fechei

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