Actividades criativas

A arte de José de Guimarães cedo se estendeu por diversas áreas e actividades, tendo sempre como denominador comum a espectacularidade e a exterioridade bem vincada das suas obras. Assim, a pintura e a escultura não foram as áreas de exclusividade da sua produção artística. Guimarães não esqueceu o todo de um universo visual, preenchido de fantasia e de monumentalidade. Tal é o caso da escultura de implantação exterior e carácter brutal, «O Falcão», situado no Parque Olímpico de Seul, produzida em 1988, cujas dimensões atingem os 200x300x100 cm.

Contudo, José de Guimarães não desligou a sua atenção dos pequenos objectos do quotidiano. Prova disso são as suas cartas de jogar, os relógios, as ilustrações de livros como a «Nau Catrineta» ou o «Realejo» e ainda os inúmeros cartazes divulgadores de realizações de carácter cultural (ópera, ballet, etc.).

Outro importante exemplo da divulgação plástica do autor é o logotipo da campanha divulgadora de Portugal encomendada pelo I.C.E.P. (Investimentos, Comércio e Turismo de Portugal). O pintor baseou-se nos seguintes parâmetros de partida aquando desta criação: Portugal como país atlântico, as figuras míticas e a história dos Descobrimentos. Destes princípios e após muitas tentativas resultou uma figura humana estilizada com as cores da bandeira nacional, caminhando sobre as ondas do mar e com uma cabeça amarela representando o sol como elemento figurativo do calor não só climatérico do país, mas ainda dos sentimentos do seu povo.

Como representações estéticas de arte pública podem ainda citar-se a decoração de um autocarro que circulou em Lisboa em 1983 com os seus motivos pictóricos mais característicos, os painéis do Metropolitano da cidade do México; os da estação lisboeta de Carnide e os do edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos. Guimarães é da opinião de que «se uma pessoa sai à rua e vê coisas bonitas à sua volta, isso vai traduzir-se necessariamente numa educação do gosto».

[ CITI ]