Escultura

Para além das esculturas mais convencionais de José de Guimarães, que asseguram o princípio básico da tridimensionalidade, importa, fundamentalmente, realçar aquelas que pelo seu aspecto são muito mais arrojadas e características do autor. Tratam-se de obras escultóricas constituídas por pintura em suporte de cartão recortado e apoiadas numa base podendo por isso, considerarem-se obras híbridas entre a pintura e a escultura. A sua classificação no âmbito da escultura resulta da sua colocação nos espaços.

A temática destes trabalhos, para além daquela que é habitual na sua actividade pictórica, passa a englobar répteis, malabaristas, ilusionistas, pescadores e pássaros.

Tal como na pintura, também no trabalho escultórico se manifestaram as influências da História de Portugal, com figuras representativas de Camões ou D. Sebastião.

José de Guimarães formou um «conjunto de entidades fantásticas»(«José de Guimarães», Gillo Dorfles, Colectânea de Autores, Ed.Afrontamento, 1992, p.14) libertas, agora, de qualquer aspecto tradicionalmente ligado à escultura. Por vezes, as figuras são suspensas por fio de nylon, suportadas por bases de madeira, com esqueleto em arame ou em simples cartão recortado, com pós brilhantes ou vidro picado, de enorme êxito internacional.

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