Cantata

Género musical de origem italiana constituído por uma peça para uma ou várias vozes e instrumentos.

Começou por ser cantata a uma voz, na linha do madrigal, que já estava bem definido como exclusivamente vocal e polifónico para vozes solistas.

No seu primeiro apogeu, por volta de 1650, à semelhança do madrigal, a cantata era exclusivamente profana, insidindo os seus temas, a maior parte das vezes, sobre a poesia amorosa. Desta forma, ela servia de entretenimento musical e literário de alto nível em círculos aristocráticos.

Um dos primeirosa mestres da cantata foi L. Rossi (1598 - 1653), autor de 260 cantatas profanas. Merecem ainda referência como compositores de cantatas, os italianos G. Carissimi, António Francesco Tenaglia, Alessandro Stradella, A. Strefani, F. Cavalli, M. A. Cesti, G. Legrenzi e, sobretudo, A. Scarlatti que compôs cerca de 600 cantatas, das quais 374 eram cantadas a uma voz. Também G. F. Haendel compôs numerosas cantatas italianas durante a sua estada em Itália.

Na Alemanha, a cantata desenvolveu-se sob um cariz religioso, dentro do florescimento da música religiosa protestante. Na Alemanha Central e do Norte distinguiram-se H. Schutz (concertos espirituais), M. Praetorius, M. Weckmann, F. Tunder, Nicholaus Bruhns e especialmente D. Buxtehude que realizou os concertos sacros vespertinos de Lubeque.

J. S. Bach elevou, finalmente, a cantata, sobre o cantus firmus, do coral à própria essência da músiava religiosa evangélica (conservam-se cerca de 200 cantatas).

Nos finais do séc. XVIII e no séc. XIX, a composição de cantatas passou para segundo plano. Todavia, voltou a ganhar importância no séc. XX começando mesmo na última fase do romantismo tardio (H. Pfitzner. Da Alma Alemã - 1921). A nova música e a revivência da música antiga contribuiram para fazer subir novamente a cantata em especial a cantata religiosa protestante (H. Kaminski, K. Tomass, K. Marx e H. Tenttes).

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