Grupo Gulbenkian
O Grupo Experimental de Bailado é oriundo do Centro Português de Bailado, mas as coisas não foram bem orquestradas e houve necessidade da Fundação Gulbenkian, que até aí subsidiava o centro, assumisse directamente a chefia do grupo. Assim viria a nascer o Grupo Gulbenkian de Bailado - a primeira formação portuguesa de dança a funcionar em moldes profissionais.
A Fundação Gulbenkian que vinha a desenvolver uma acção "revolucionária" no campo das artes plásticas e da música, rapidamente se interessou pelo grupo.
Durante quatro anos, de 1961 a 1964, o Grupo Experimental de Bailado foi dirigido por Norman Dixon (ex-Bailarino Rambert e que já tinha sido convidado para trabalhar em Portugal, por Margarida de Abreu), Anne Heaton e John Auld.
Para primeiros directores artísticos do novo Grupo Gulbenkian de Bailado foram convidadas três grandes personalidades do ballet mundial: John Auld (1965), de 1965 a 1969, Walter Gore que é de origem inglesa e MikoSparemblek (1970-1975), de origem croata que deu finalmente à Companhia um elevado nível técnico, artístico e profissional. Foi na sua mão que a Companhia se tornou modernista, até mesmo de vanguarda. Não tivesse ele trabalhado com Maurice Béjart.
No entanto, também não de deve descurar o trabalho de Gore, pois foi com ele que o grupo começou a trabalhar num ritmo mais aceitável, tendo criado em 4 anos um repertório de 53 peças, na sua maioria de Gore, mas também, de Águeda Sena, Carlos Trincheiras (irmão de Jorge Trincheiras) e alguns coreógrafos estrangeiros como Lifar, Massine, Nini Theilade, etc.
De 1970 a 1975 remontaram-se algumas peças clássicas e, em 1972, criam-se os "Estúdios Coreográficos Gulbenkian". Em 1976, o Grupo ganha um novo fôlego com a entrada de Jorge Salavisa, que após ter iniciado os seus estudos de dança em Portugal os prosseguiu no estrangeiro, fez a sua carreira de bailarino integrado em grandes companhias internacionais, chegando a trabalhar ao lado de nomes como o de Margot Fonteyn.
Este Grupo ajudou à afirmação de coreógrafos portugueses entre os quais se encontra Francis Graça, Fernando Lima, Águeda Sena, Carlos Trincheiras, Armando Jorge, Olga Roriz e Vasco Wellenkamp.
Este director também é muito importante ao nível dos trabalhos de colaboração desenvolvidos com artistas plásticos como Nadir Afonso, Helena Lozano, Eduardo Nery, Júlio Resende e Cruzeiro Seixas que criaram cenários e figurinos. No campo da música foram encomendadas várias obras a artistas portugueses como Joly Braga Santos, Constança Capdeville, António Vitorino d'Almeida e António Emiliano.
As participações da Companhia no estrangeiro também são de assinalar, como por exemplo a Europália e Expo/92.
Também nível da televisão a Companhia já gravou diversos programas desde 1982.
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