Teatro Nacional de S. Carlos
É um dos mais antigos teatros lisboetas. O seu aparecimento vem na sequência do desaparecimento da Ópera do Tejo que ruiu com o terramoto de 1755.
O Real Teatro de S. Carlos, hoje nacional, demonstra a preocupação de ordenamento urbanístico patente na reconstrução pombalina.
O poder político da rainha D. Maria I apoia a ainiciativa dos grandes capitalistas que, liderados por Anselmo José da Cruz Sobral resolvem dotar a cidade de um elemento civilizador fundamental. Pina Manique apoiou a iniciativa mas, fez reverter o teatro, uma vez construído, para o património da Casa Pia de Lisboa.
Assim, em 1972, inicia-se a sua construção em grande velocidade. Um ano depois, o teatro estava pronto e abria as suas portas com La Ballerina Amante, de Cimarosa. O projecto foi da autoria de José da Costa Silva, figura importante no processo de introdução em Portugal do gosto neoclássico, já então dominante na Europa. Costa e Silva fez a sua aprendizagem na Academia Clementina de Bolonha estando, por isso, bem familiarizado com a prática de erguer teatros. O modelo que parece ter sido seguido é o de Milão, o célebre Scala.
O arquitecto desenhou uma sala com sucessivas ordens de camarotes que envolvem um, central, de grande altura e aparato, destinado às pessoas régias. O exterior é de extrema elegância, na sobriedade neoclássica dos seus elementos bem conjugados - a arcada de três vãos que protege a entrada, as meias colunas que sustentam o coroamento, com o relógio e as armas régias e o efeito decorativo da cilharia de junta fendida que aligeira o piso térreo.
O remate do edifício é feito pelo terceiro corpo, muito mais estreito do que os inferiores e sobrepujado por dois pináculos e um brasão. O interior apresenta notáveis pinturas de vários autores, entre outros Wolkman Machado, Manuel da Costa e Giovanni Appianni.
O nome do teatro é uma homenagem à então princesa do Brasil, D. Carlota Joaquina de Borbon, que havia presenteado o País com o seu primeiro filho. Assim como uma referência ao teatro de San Carlo de Nápoles, já desaparecido, que foi modelo do arquitecto português.
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