Verde Gaio

O "Verde Gaio" foi criado a partir de 1940, sobretudo devido à perseverança de António Ferro, que fora um apreciador dos Ballets Russes,  mentor do Teatro Novo e que ocupava o cargo de secretário da Propaganda Nacional. Para ele, esta seria a afirmação da portugalidade. Em Novembro de 1940, integrados no quadro "Exposição do Mundo Português", patrocinado pela Comissão dos Centenários, orientado pelo Secretariado da Propaganda Nacional, os "Bailados Portugueses Verde Gaio" faziam a sua apresentação no Teatro da Trindade, perante o Presidente da República. Dançaram bailados como Lenda das Amendoeiras, com música de Jorge Croner de Vasconcelos, cenários e figurinos de Maria Keil do Amaral; o Muro do Derrete, cujo autor da música era Frederico Freitas com cenários e figurinos de Paulo Ferreira. Finalmente, Ruy Coelho compôs a música de Inês de Castro e José Barbosa assinou os cenários e figurinos.

A crítica foi sempre muito benevolente apesar do rigor técnico muitas vezes não corresponder aos elogios prestados.

O "Verde Gaio" trabalhava todo o ano no Teatro de S. Carlos onde possuía o seu estúdio privativo, camarins, etc. E funcionava durante a temporada lírica como corpo de baile, mas terminada a temporada readquiriam a sua independência.

O Círculo de Iniciação Coreográfica também colaborava nos bailados das óperas mas, tanto num caso como no outro, a qualidade nunca foi a de uma companhia profissional.

Assim, em 1960, improvisou-se um novo grupo - O Grupo Experimental de Bailado, que viria, posteriormente a chamar-se Grupo Gulbenkian de Bailado.

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