Camilo Castelo Branco
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Camilo Castelo Branco, nasceu em 1825, em Vila Real de Trás-os-Montes, filho de uma família da burguesia rural.
Aos 16 anos casou com uma jovem camponesa, mas veio pouco tempo depois a abandonar para fugir para o Porto com um outra rapariga.
É nesta cidade que inicia os seus estudos na Escola Politécnica e na Faculdade de Medicina, em paralelo com uma vida de boémio. É neste meio portuense que lhe nasce a vocação literária, em parte sob o estímulo das leituras dos clássicos, de alguns românticos portugueses e alguns franceses. Os seus primeiros trabalhos de género romanesco e no da sátira em verso datam de 1845. Um ano depois iniciou-se no jornalismo, com sátiras políticas e crónicas.
Em 1862 com a publicação de Amor de Perdição ganha a celebridade do público, que o consagra como o «maior romancista português».
Antes desta obra já tinha escrito vários livros como Maria, não me mates, que sou tua mãe (1848); Anátema (1850); Onde está a felicidade (1856) entre outros que o tornaram conhecido do público. Escreve-o na cadeia em consequência de mais uma das suas muitas aventuras amorosas que o obrigou a fugir para Lisboa em 1859 com uma jovem da alta burguesia portuense.
A partir daqui não mais parou de escrever, destacando-se entre muitas obras Amor de Salvação (1864), O Bem e o Mal (1863), A Queda de um Anjo (1866) tudo romances sentimentais, tal como Amor de Perdição.
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