Homenagens prestadas ao almirante

Com a concretização da travessia aérea do Atlântico Sul, em Portugal, bem como em outros países europeus e no Brasil, ficou conhecido o valor de Gago Coutinho como navegador aéreo, e o valor dos métodos e instrumentos criados em Portugal para a navegação aérea.

Este destaque valeu-lhe várias homenagens dos sectores históricos e científicos de Portugal e do Brasil, entre os quais:

Sócio de Honra da Sociedade de Geografia de Lisboa de e Medalha de Ouro da mesma;

Doutor Honoris Causa pela Universidade de Lisboa e pela Faculdade de Engenharia do Porto;

Sócio Honorário das Sociedades de Geografia do Rio de Janeiro, de Pernambuco, Baía e Espírito Santo;...

Foram-lhe também concedidos os mais altos graus de várias condecorações nacionais e estrangeiras, como as grã-cruz de:

Ordem Militar da Torre e Espada, Valor, Lealdade e Mérito;

Ordem do Rei Leopoldo (Bélgica);

Cruzeiro do Sul (Brasil);

Comendador da Legião de Honra (França);

Mérito Militar e Naval (Espanha);...

Pela sua acção nas operações militares realizadas em 1912, foi condecorado com a medalha de prata da classe de Bons Serviços por feitos cometidos e, por Decreto de 6 de Maio de 1926, foi permitido ao então ainda contra-almirante o uso do distintivo de piloto-aviador encimado por duas palmas cruzadas.

Em 1958, a Liga dos Combatentes da Grande Guerra resolveu considera-lo seu sócio honorário, porque havia prestado serviço na Direcção Geral das Colónias durante o período da I Guerra Mundial. Só regressou ao Ministério da Marinha quando requereu o papel de navegador na I Travessia Aérea do Atlântico Sul.

Também foram prestadas inúmeras homenagens particulares a este ilustre cidadão português, quer em Portugal, quer no Brasil. Temos assim ruas e escolas em várias cidades e vilas com o seu nome. E, já no final da sua vida, o deputado almirante Sarmento Rodrigues aproveitou a comemoração de mais um centenário do Infante D. Henrique e propôs na Assembleia Nacional que Gago Coutinho fosse promovido a Almirante da Marinha Nacional. Esta proposta foi perfilhada pelos deputados general Venâncio Deslandes e Prof. Doutor Lopes de Almeida. Todos justificaram, com brilhantes orações, a razão de ser da proposta, e esta foi aprovada.

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