Contexto histórico-social

D.João V é, em Portugal, símbolo do exercício pleno do Absolutismo régio e da dissipação de recursos financeiros obtidos nas minas do Brasil, os quais poderiam ter tido uma melhor aplicação na modernização do país e foram desperdiçados essencialmente em obras sumptuárias como, por exemplo, o Mosteiro de Mafra.

Quando, em 1750, D.José I sucedeu a D.João V teve que encontrar soluções para o estado de completa estagnação em que o país se encontrava. O monarca anterior deixara Portugal numa crise que envolvia várias vertentes: uma política, resultante de um Estado progressivamente enfraquecido; outra económica, devida a uma diminuição de rendimento associada aos gastos exacerbados da corte joanina e outra social, em virtude de algumas classes, como é o caso da nobreza e do clero, deterem poderes excessivos.

Para debelar todos estes problemas era necessária uma governação bem determinada, com um Estado reforçado. Foi Carvalho e Melo, de inegável personalidade autoritária, quem melhor soube servir as necessidades da altura.

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