Estátua equestre de D.José I
Joaquim Machado de Castro foi o escultor incumbido da feitura da estátua equestre de D.José I, cabendo a fundição do bronze ao tenente-coronel Bartolomeu da Costa.
No dia 6 de Junho de 1775 foi inaugurado, na Praça do Comércio, o monumento alusivo à glória josefina, por ocasião do 61º aniversário do monarca. Na base do pedestal, era visível o medalhão em bronze do ministro que tanto contribuíra para a grandeza régia.
O cerimonial procurou assemelhar-se ao do descerramento da estátua de Luís XIV em Paris, no ano de 1699. "Ao romper do dia, as fortalezas da barra e as naus ancoradas no Tejo anunciaram a festa com salvas de artilharia. Ao meio-dia chegaram os regimentos da corte «para fazer decorozo este Acto» e pelas 15 horas já se achavam no local o corpo diplomático, os membros dos tribunais, da câmara municipal e de outros órgãos da administração pública. Presentes também as mais altas figuras do clero e da nobreza, enchendo a população o vasto terreiro."( Serrão, Joaquim Veríssimo, O Marquês de Pombal - o Homem, o Diplomata e o Estadista, Lisboa, Edição Câmaras Municipais de Lisboa, Oeiras e Pombal, 1982 ).
A estátua equestre de D.José I apresenta duas leituras: vista de longe, realça-se a imponência do conjunto; vista de perto, o monarca apresenta-se demasiado distante e alheio - "(...) é o grande medalhão com o busto de Pombal que se oferece à contemplação dos lisboetas..." ( Medina, João (dir.), História de Portugal - Portugal Absolutista, Barcelona, Clube Internacional do Livro, vol. VII ).
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