Reacções do estrangeiro à catástrofe

Os países estrangeiros não só receavam a perda de familiares e amigos, como também e, especialmente no caso dos mercadores, temiam a extensão de uma catástrofe que poderia arruinar o seu comércio em Portugal.

A Câmara hamburguesa enviou, então, navios com madeira e ferro para a reconstrução da cidade de Lisboa.

Também o rei da Prússia exprimiu os seus sentimentos e ofereceu auxílio.

A ajuda proveniente da Inglaterra foi considerada preciosa para a população lisboeta, traduzindo-se no envio de víveres, de utensílios e de cerca de cento e cinquenta mil libras esterlinas para Portugal.

O governo espanhol eximiu de direitos as mercadorias que passassem pela alfândega de Badajoz com destino ao nosso país, exprimindo também o desejo de contribuir com toda a ajuda necessária.

A França ofereceu a Portugal todo o dinheiro que D.José I quisesse aceitar, ao que este declarou não querer aproveitar-se da boa vontade do rei de França, pelo que só recorreria à sua ajuda se absolutamente necessário. É, aqui, de salientar que, perante toda esta situação, o governo português aceitou todas as ofertas enviadas espontaneamente, mas nunca quis colocar-se no papel de solicitante.

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