Marinha
Um capítulo pouco falado da vida de Jorge de Sena é a sua breve passagem pela Marinha. Esta sua faceta parece ter tido alguma influência no que escreveu e na sua própria vida.
Até embarcar no navio escola Sagres, o cadete nº1, Jorge Cândido de Sena parecia mais fadado para marinheiro do que para escritor, até porque seu pai, Augusto Raposo de Sena, foi durante 40 anos comandante da marinha mercante.
Jorge de Sena assim como a sua família viam com euforia a sua viagem de instrução aproximar-se, mas essa euforia durou pouco, pois cedo Jorge de Sena se apercebeu que a vida a bordo era muito dificultada aos cadetes (provas difíceis, castigos, dificuldades de inserção no grupo).
Quinze dias após a chegada a Lisboa do navio escola, confirma-se a exclusão do cadete Jorge Cândido de Sena e de mais três dos seus companheiros, tendo sido proposta pelo comando do navio escola Sagres e pelo gabinete de estudos da escola de Educação Física da Armada.
As razões dessa exclusão, segundo Jorge de Sena, nunca lhe foram participadas, embora as opiniões de dividam. Certo é que se tornou num escritor, e navegar nas palavras também é preciso. A injustiça cometida pela marinha portuguesa a Sena não foi ainda esquecida pela sua esposa Mécia de Sena.
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