Poesia
Na obra de Jorge de Sena, destaca-se a poesia por ter um carácter que, ao mesmo tempo, reflecte o desejo de rompimento com pressupostos anteriores e a intenção de fazer o homem reflectir sobre os problemas relacionados com a sua existência." Segundo declarou numa entrevista a sua poesia representa um desejo de independência partidária da poesia social, um desejo de comprometimento humano de poesia pura" (in: Jorge de Sena, Líricas portuguesas, Portugália editora, 1972, p.282).
Na sua poesia o escritor utiliza uma multiplicidade de processos de escrita que vão desde a forma fixa (soneto), ao verso livre e a um vasto conjunto de recursos estilísticos, que ele manobra com maestria. É frequente o uso de linguagem quotidiana a par de uma síntaxe muito própria.
Os seus poemas constituem uma meditação sobre tudo o que diz respeito à condição humana, indo desde a política às artes, passando pela sexualidade e as relações entre o poeta e o mundo
Segundo o próprio, a sua poesia "é um combate anti-romântico às concepções de poesia como algo de inefável para iluminados, como coisa delicada para delicados, ou algo que se aprenda ou ensine em cadeiras de letras" (in: Diário de Lisboa, Ler e escrever, nº118, 7 de Julho de 1983).
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