Cepticismo

O cepticismo em Rómulo de Carvalho/António Gedeão reflecte-se de uma forma muito especial. Descrente na evolução da sociedade humana e alarmado quanto aos perigos do progresso científico, não deixa de no entanto, considerar a sua obra como possuindo um carácter útil, capaz de levar os outros a uma atitude de cidadania face à sociedade e os seus defeitos. É neste aspecto que o seu cepticismo ganha especial relevância, não caindo num dogmatismo exacerbado mas mantendo sempre uma atitude crítica e aberta face aos novos problemas que atingem constantemente a Humanidade.

"Podia ser anticéptico. Sou céptico. Mas trouxe-me vantagens para lidar com coisas e as pessoas. Obrigou-me a ter um certo cuidade nos pensamentos a respeito dos outros."

"Diário de Notícias - Considera-se céptico?

Rómulo de Carvalho - Nem céptico nem anti céptico.

DN- Esse termo traduz o quê?

R.C.- Não se trata de uma atitude azeda. Antes o conhecimento dos outros pelo contacto com muitas pessoas e do passado através da História, a que me tenho dedicado com interesse. Reconheço defeitos nos seres humanos que não permitem o equilibrio de uma situação social."

In Jornal Diário de Notícias, Lisboa, nº46006, ano 131, 9 de Março, 1995.


"O homem de hoje faz tantas barbaridades como o das cavernas. Continua bárbaro como há milénos. O nosso progresso é todo técnico e científico."

"Tanto me faz a monarquia como a república, como este ou aquele. Os homens são sempre os mesmos e tratam de defender os seus interesses."

In Jornal Diário de Notícias, Lisboa, 26 de Novembro, 1996.

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