João Sá da Costa

"Quando falava, tinha certezas. Tornou-se céptico em relação aos homens porque não ajudaram a transformar a vida numa coisa bela, dessas 'que deixam cicatrizes na memória'.

Fazia guerra ao mistério da poesia. Lutava pela lucidez das coisas, o que não contradizia a necessidade de sentir o belo. Foi um homem superior, apaixonado, que nunca se conformou com o status quo. Daí a sua desilusão, por exemplo, com a revolução de Abril"

João Sá da Costa*

*Editor de António Gedeão

in revista Visão, Nº206, Lisboa, 27 de Fevereiro a 5 de Março, 1997

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