Tempo de Poesia

Todo o tempo é de poesia

 

Desde a névoa da manhã

à névoa do outo dia.

 

Desde a quentura do ventre

à frigidez da agonia

 

Todo o tempo é de poesia

 

Entre bombas que deflagram.

Corolas que se desdobram.

Corpos que em sangue soçobram.

Vidas qua amar se consagram.

 

Sob a cúpula sombria

das mãos que pedem vingança.

Sob o arco da aliança

da celeste alegoria.

 

Todo o tempo é de poesia.

 

Desde a arrumação ao caos

à confusão da harmonia.

[ CITI ]