Nuno Nazareth Fernandes
«Em 1968 (...), ai em Outubro, estou eu numa festa qualquer e aparece-me um tal senhor Moss que era dono de uma agência de publicidade (Henri Moss, proprietário da agência de publicidade já desaparecida Serviço de Publicidade Suíço-Português) e que diz querer--me convidar para uma campanha da Woolmark, uma linha nova qualquer que se chamava Lovely Baby. Tratava-se de uma canção mesmo, não de um jingle. Disse-lhe que em princípio aceitava e ele diz-me "então vou pô-lo em contacto com o nosso copywriter" - e era o Zé Carlos. Zé Carlos que eu já conhecia porque tínhamos andado ambos no (colégio) S. João de Brito, embora ele andasse uns dois anos à minha frente. (...)»
«(...)O resto é que o Zé Carlos era um grande poeta ( e um grande poeta para escrever para música) e as pessoas não estavam habituadas a essa qualidade. Depois, é a irreverência, a alegria dele, do seu comportamento, do que faz que deram um cunho bem novo a tudo o que aconteceu.»
in SANTOS, Ary dos. -As Palavras das Cantigas (organização, coordenação e notas de Ruben de Carvalho). Lisboa, Edições Avante, 1995, pp. 186, 187 e 188.
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