António Feliciano de Castilho
"Bocage, outro Messias literário, ofusca, dispersa, quase aniquila toda a sinagoga arcádica. Forte igualmente com os idiomas da antiga e moderna Itália, e com o francês, de que sabe não colher senão o necessário, o útil e o bom, abelha delicada entre insectos impuros, que só venenos lhe sugavam dá a ouvir pela primeira vez aos ecos multiplicados e atónitos um falar altíquo e terso, claro e elegante, cheio e harmonioso como nenhum, em poesia, ainda por cá se ouvira, nem se tornou a ouvir."
[ CITI ]