As homenagens
De entre as homenagens prestadas a Florbela, destacam-se as comemorações do seu primeiro centenário, organizadas em Évora, em 1994, pelo Grupo Pró-Évora e pela Associação de Amigos de Vila Viçosa, bem como diversos livros acerca da sua vida e obra. Por iniciativa do Grupo de Arquitectura e Arte do Centro, os CTT lançaram um selo de cem escudos, aquando das comemorações do nascimento da poetisa. Para além disso, o nome de Florbela passou a dar nome a ruas (como a Rua Florbela Espanca, inaugurada Agosto de 1948, perto do Campo Grande, em Lisboa) e a dois bustos (um de Diogo de Macedo, inaugurado em Junho de 1949 no Jardim Público de Évora, e outro em Vila Viçosa) cuja inauguração se rodeou, como em diversas iniciativas de reconhecimento do mérito da poetisa, de alguma polémica. Além disso, há a referir a transladação dos seus restos mortais para Vila Viçosa, a pedido da sua biógrafa Maria Alexandrina, em Maio de 1964 (paralelamente, ao lançamento do livro «A Vida Ignorada de Florbela Espanca»); foi a primeira vez que a Igreja se associou a homenagens a Florbela, já que rejeitara liminarmente a inauguração do busto em Évora. De entre as principais homenagens, preferimos dar conta de duas, feitas sob a forma de verso, nomeadamente por Sebastião da Gama, em 1944, e por J. Lapa Carneiro, em data desconhecida, mas, provavelmente por volta de 1964, aquando da transladação dos restos mortais da poetisa para a sua terra natal, Vila Viçosa.
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