Influências simbolistas e decadentistas
Nos versos de Florbela, encontramos frequentemente uma necessidade, quase desesperada, de viver o instante, o momento, o tempo efémero que passa, sobretudo quando se trata de um tempo feliz, como no soneto «Hora que Passa», de onde se depreende a referência à fugacidade do tempo e da vida. Esta temática, abordada quase obsessivamente por Florbela, aproxima-a da corrente simbolista e, sobretudo, da poesia finissecular de Camilo Pessanha (ligar ao trabalho de Eugénio de Andrade).
Em segundo lugar, também a referência constante a estados de espírito marcados pela dor e pelo tédio apontam para uma forte influência decadentista - simbolista na poética de Florbela, bem como a imagem das torres de marfim, onde se quis refugiar da mediocridade da vida quotidiana.
Por último, destaque para os traços da assimilação da linguagem simbolista - decadentista, bem patentes nas imagens e no mistério implícito do soneto «Outonal», e também, menos acentuadamente, em «Charneca em Flor».
Aliás, como neo-romântica que é, é natural que alguns dos seus poemas acusem vestígios da poética simbolista - decadentista.
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