As Máscaras do Destino
É uma obra totalmente dedicada ao seu irmão Apeles - A meu Irmão, ao meu querido Morto (Florbela Espanca, dedicatória de «As Máscaras do Destino») -, e inspirada pela tristeza e dor que a perda do irmão causa em Florbela. Escrito no final de 1917, o mesmo ano da morte de Apeles e altura em que Florbela não consegue editor, «As Máscaras do Destino» reúne uma série de contos muito sentidos, a saber:
«O Aviador»
«A Morta»
«Os Mortos não Voltam»
«O Resto é Perfume»
«A Paixão de Manuel Garcia»
«O Inventor»
«As Orações de Soror Maria da Pureza»
«O Sobrenatural»
Como o demonstram os títulos dados aos contos, «As Máscaras do Destino» vem reforçar o pendor funesto da obra de Florbela, que, ao tempo, muito por causa do desaparecimento do irmão, já se sente uma mulher morta, a aparência de um espaço vivido, como diz Agustina Bessa Luís, segundo a qual este livro tem de ser lido como se de um diário de uma adolescente se tratasse, em que certa mediocridade talentosa anuncia desejos evitados. É a altura em que a arrogância e o capricho deixam de fazer parte de Florbela (Agustina Bessa Luís, prefácio de «As Máscaras do Destino»).
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