Portugal

Portugal, as suas terras e gentes, são um tema recorrente na obra de Florbela, cuja maneira, deslumbrada, de ver o país lembra muito a de António Nobre. De facto, para Florbela, Portugal é, sobretudo, um sentimento, uma forma especial de sentir a alma portuguesa: é a saudade. Por conseguinte, é muitas vezes referido como uma forma de estar na vida, traduzida pelos mitos e pela cultura portuguesa. Esta é, além do mais, uma forma de Florbela aproximar a sua poética ao saudosismo que marcava o pensamento da sua época, reforçando o cunho lusitanista e até a carga patriótica.

O sentimento da saudade, também à imagem de Nobre, é concretizado nas paisagens tipicamente portuguesas, sempre que Portugal é referido não como sentimento, mas como país. Exemplos desta faceta de Florbela são as quadras «No Minho», em que se vê como Florbela gosta de divagar pelo pitoresco dos lugares tradicionais, e os sonetos «Tardes da Minha Terra» e «Paisagem».

[ CITI ]