A prosa

A escrita em prosa, especialmente o conto, apesar de menos representativa da obra de Florbela, foi o alvo das suas preferências por volta de 1917, ano em que preparou e pretendia publicar dois livros de contos: «O Dominó Preto», projecto que depois abandonou, e «As Máscaras do Destino». Embora sigam a linha temática imposta por Florbela à sua obra poética, não projectaram a autora como o fizeram os seus poemas, nomeadamente os sonetos, denotando, segundo Jacinto do Prado Coelho, interesse pela vida requintada, um certo diletantismo erótico e um culto exaltado da paixão e da dor (Jacinto do Prado Coelho, «Dicionário de Literatura»).

Além destas obras, Florbela escreveu ainda outros três contos, integrados no caderno «Trocando Olhares»: «A Oferta do Destino» (dedicado à sua amiga Ludovina Rocha), «Amor de Sacrifício» (dedicado a «Alex», desconhecido) e «Alma de Mulher» (dedicado a Glória Lomba). Além destes, há ainda a referir o conto «Mamã!», escrito talvez em 1907, antes de completar treze anos e que foi a sua primeira experiência em prosa, bem como «A Carta da Herdade», escrito quando Florbela estava em casa de Maria Amélia Teixeira, directora da revista «Portugal Feminino», que publicou o conto.

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