Rui Ramos

Rui Ramos descreve, com simplicidade e brevidade, a singularidade que caracterizava Florbela: Era, de facto, alguém diferente. Numa época da arrebatamentos nacionalistas e místicos, Florbela, apesar do panteísmo literário, permaneceu especialmente fria, lúcida - «pagã e anarquista», como se descreveu. (António Mega Ferreira, «As Imagens Paradas de Florbela Espanca»).

É da poetisa a frase que Rui Ramos cita: Sou pagã e anarquista, como não podia deixar de ser uma pantera que se preza (Rui Guedes, «Acerca de Florbela»), o que também reflecte a sua calma e a lucidez que revelou face às agitações decorrentes da implantação da República, que se faziam sentir no país.

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