A terra natal

Ao longo de toda a sua obra, Florbela nunca perde de vista a terra que a viu nascer: ama a sua terra e, através do amor, representa a unidade desse lugar mágico, que a reenvia para a infância. Jamais esquece a planície alentejana, que canta em diversos poemas, e, particularmente, a sua cidade natal, Vila Viçosa; é a esse mundo unicamente seu que dará o nome de «Charneca em Flor», uma espécie de sítio nostálgico, que pode abrir caminho à introspecção metafísica. É aí, na tranquilidade e na segurança da terra que lhe serviu de berço, que Florbela frequentemente se refugia do mundo para buscar inspiração.

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