António Pedro

Pintor, ceramista, poeta, dramaturgo e teatrólogo português, António Pedro da Costa nasceu na Cidade da Praia, Cabo Verde, em 1909. Após ter cursado o Instituto Nun'Alvres, da Companhia de Jesus, em La Guardia, frequentou as Faculdades de Direito e de Letras de Lisboa, e o Instituto de Arte e Arqueologia da Sorbona, em Paris. Espírito multifacetado e aberto a quase todas as experiências da criação artística, distuinguiu-se sobretudo nos campos da pintura e do teatro (como dramaturgo e como encenador, nomeadamente no Teatro Experimental do Porto, cuja sala tem hoje o seu nome). A sua actividade literária, porém, alargou-se à poesia, ficção, jornalismo, e comentário radiofónico, que praticou na B.B.C. durante a 2ª Guerra Mundial. Fortemente marcado por uma adesão extremamente inteligente ao Surrealismo, de que foi um dos introdutores em Portugal e um dos principais expoentes, António Pedro fez parte do Grupo Surrealista de Lisboa (1947). Foi director da revista "Variante", colaborador de inúmeras revistas e jornais, organizou o 1º salão de Independentes de Lisboa (em colaboração com Diogo de Macedo) em 1930, e participou em variadas exposições em Lisboa, Paris, Londres, e no Brasil. Como ceramista, desenvolveu apreciável actividade em Moledo e Viana do Castelo.

Algumas das suas importantes obras são: Literárias - "Os meus sete pecados capitais" (1926), "Distância" (1927), "Devagar" (1928), "Diário" (1929), "Máquina de Vidro" (1931), "A Cidade" (1932), "15 Poemas au Hasard" (1935), "Onze Poemas Líricos de Exaltação" (1938), "Casa de Campo" (1938), "Apenas Uma Narrativa" (1942), "Protopoema da Serra de Arga" (1948), "Pequeno Tratado de Encenação" (1962); Pintura - "Repasto Imundo" (1939), "Avejão Lírico", "Paz Inquieta" , "Calor", "Cantou um Galo", "Intervenção Romântica", "A Ilha do Cão" (1940), "Rapto na Paisagem Povoada" (1946), "Amanhecer das Virgens" (1948).

(Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, 20 vols., secretariado por MAGALHÃES, António Pereira Dias; OLIVEIRA, Manuel Alves, 1ª ed., Lisboa, editorial Verbo, vol.14, 1973, pp.1588-1589)

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