Branquinho da Fonseca

António José Branquinho da Fonseca nasceu em Mortágua a 4 de Maio de 1905. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra (1930), foi conservador do Registo Civil em Marvão e Nazaré, e conservador do Museu-Biblioteca Conde de Castro Guimarães (Cascais). Dirige (1968) os serviços de bibliotecas da Fundação Gulbenkian. Em Coimbra fundou a revista literária "Tríptico" e, com Gaspar Simões e José Régio, a "Presença", de que foi director até 1930, ano em que fundou, com Afonso Rocha (Miguel Torga), a revista "Sinal". Colaborou também em muitas outras publicações literárias. Cultivador de diversos géneros literários, talvez seja no conto onde melhor se realiza. Na sua obra, de acentuado pendor psicológico, fundem-se o fantástico e o real como os mais sugestivos para traduzir o indefinido mistério da vida.

Algumas das suas obras mais importantes foram, no campo da Poesia, "Poemas" (1925) e "Mar Coelhado" (1932); no Teatro, "Posição de Guerra" (1928) e "Teatro I" (1939); contos: "Zonas" (1931), "Caminhos Magnéticos" (1938), e "Rio Turvo" (1945); novelas: "O Barão" (1942), "Bandeira Preta" (1958); e romances: "Porta de Minerva" (1947) e "Mar Santo" (1952).

(Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, 20 vols., secretariado por MAGALHÃES, António Pereira Dias; OLIVEIRA, Manuel Alves, 1ª ed., Lisboa, editorial Verbo, vol.8, 1973, p.1178)

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