Camões
Pouco se sabe da vida de Luiz Vaz de Camões. Nasceu provavelmente em Lisboa, em 1525. Estudou, provavelmente, em Coimbra, onde era Chancelar da Universidade seu tio, D.Bento de Camões, prior do Mosteiro de Santa Cruz. Deve, já em Lisboa, mais tarde, ter convivido com personagens importantes da corte, como se depreende da sua obra poética. Era culto, produto da sociedade da época, mas levava uma vida boémia, marcada por rixas, vinho e mulheres.
Sabe-se que esteve em Ceuta, onde perdeu, em combate, um dos olhos.
Camões embarca mais tarde para a Índia. No caminho padece tempestade no Cabo da Boa Esperança e no Índico, no Cabo da Guardafui. Em Goa, conviveu com o vice-rei D.Francisco Coutinho, Garcia da Orta, etc. Ao vir do Oriente para Goa naufragou na foz do Mecão. Aí se afogou a cativa Dinamene, a quem mais tarde o poeta dedica uma série de sonetos.
De regresso a Portugal, Diogo de Couto encontra-o em Moçambique (1567), tão pobre que vivia em função de amigos, e ocupado na composição dos Lusíadas e do Parnaso, que lhe fora roubado. Pelo mesmo Couto, temos notícia da situação precária em que viveu, em Portugal (1569), os últimos anos da sua vida, não lhe sendo auxílio suficiente os 15000 réis de tença concedida por D.Sebastião (seu mecena).
Camões morre a 10 de Junho de 1580, que é hoje feriado nacional - dia de Portugal.
(Enciclopédia Luso-Brasileira da Cultura, 20 vols., secretariado por MAGALHÃES, António Pereira Dias; OLIVEIRA, Manuel Alves, 1ª ed., Lisboa, editorial Verbo, vol.4, 1973, pp.658-659)
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