Chianca de Garcia
Eduardo Chianca de Garcia nasceu em Lisboa a 14 de Maio de 1898. Estreou-se no teatro em 1923, e em 1928, com A.Lopes Ribeiro e Boto de Carvalho, fundou a 1ª série da revista "Imagem", de cuja 2ª série seria também o director. Trabalhou em empresas cinematográficas, realizando em 1930 a comédia "Ver e Amar", e em 1933 foi um dos fundadores da Tóbis, tendo-se fixado no Brasil em 1940, onde foi ajudar a criar a Televisão Brasileira, sendo também director artístico do Casino da Urca.
As suas obras principais foram: Filmes - conselheiro técnico de "A Canção de Lisboa" (1º filme sonoro realizado em Portugal, em 1933), director de produção em "As Pupilas do Senhor Reitor" (1935), e autor de "O Trevo de Quatro Folhas" (1936), "A Rosa do Adro" (1938), "Aldeia da Roupa Branca" (1939), "Pureza", e "24 Horas de Sonho" (1941); Teatro - De colaboração com Norberto Lopes, "Filha de Lázaro" (1923), e com Tomaz Ribeiro Colaço "Água Vai", e já no Brasil "Um Milhão de Mulheres" e "Boa de Apelido".
(Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, 20 vols., secretariado por MAGALHÃES, António Pereira Dias; OLIVEIRA, Manuel Alves, 1ª ed., Lisboa, editorial Verbo, vol.9, 1973, pp.183-184)
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