Existencialismo

Corrente filosófica que defende que a filosofia deve trocar as "essências", para se debruçar sobre a existência humana (o homem concreto sujeito à morte, e na sua relação com os outros homens, procurando uma razão para a sua existência), afirmando a liberdade de decisão sobre o divino. A existência é sempre, inevitavelmente, individual, singular, subjectiva e finita, mas também indefinida (não é possível explicá-la por palavras) , daí que a reflexão sobre ela exija abstracção. Tem uma faceta humanista, na medida em que liberta o homem de tabus (sobretudo religiosos) e o constrói a partir dele mesmo.

Aderiram a esta corrente filósofos como Kierkegaard (1813-1855), Heidegger (1889-1976), Nietzsche (1844-1900), Sartre (1905-1980), Gabriel Marcel e Unamuno. Na literatura portuguesa as influências desta corrente são bastante visíveis em escritores como Virgílio Ferreira.

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