Fernando Pessoa
Fernando António Nogueira Pessoa nasce a 13 de Junho de 1888, em Lisboa. O pai more quando este tem apenas 5 anos, o que o marca profundamente. Em 1986 vai para a África do Sul com a sua mãe, que casara segunda vez com o cônsul português em Durban. Aí estudou até aos 17 anos. Regressa depois a Lisboa, onde cursa Letras, até entrar no comércio como correspondente estrangeiro.
Escreve, desde os 13 anos, poemas em Inglês, mas celebriza-se como ensaísta, ao publicar na revista "Águia" artigos sobre "A nova poesia portuguesa" (1912), animados por um optimismo messiânico. Ligado a Mário Sá-Carneiro, Almada Negreiros, etc, lança a revista "Orpheu" (1915), a fim de "acordar o País do sono cultural em que mergulhara". Colabora ainda em muitas outras revistas.
A partir de 1914 define os seus heterónimos (os principais Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos), entregando-se a uma intensa criatividade destas personagens.
Em 1934 publica a "Mensagem", colectânea de poesias que celebra os heróis e profetiza a renovada grandeza da Pátria. É a única obra completa publicada antes da sua morte, a 20 de Setembro de 1935. Até morrer, a sua influência quase só se fez sentir num círculo estreito de admiradores, apesar de lhe ter sido atribuído um discutível meio-prémio oficial da Secretaria de Propaganda Nacional, à sua obra "Mensagem". Quando, em 1943 o seu velho companheiro Luís de Montalvor inicia a publicação das suas "Obras Completas", Fernando Pessoa torna-se o mais imitado dos nossos poetas modernos, sobretudo porque se opõe à metafísica sentimentalista romântica, que abstrai a sensibilidade da razão: "O que em mim sente está pensando".
(SARAIVA, José Hermano, LOPES, Óscar, História da Literatura Portuguesa, 6ª ed., Porto, Porto Editora Limitada, s.d., pp.1020-1027)
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